Questões de Português da FCC

Separamos algumas questões de Português de provas da Fundação Carlos Chagas (FCC). Vamos treinar?

1 – Destes proviriam as pistas que indicariam o caminho…

O verbo empregado no texto que exige o mesmo tipo de complemento que o destacado acima está também grifado em:
(A) … a principal tarefa do historiador consistia em estudar possibilidades de mudança social.
(B) Os caminhos institucionalizados escondiam os figurantes mudos e sua fala.
(C) Enfatizava o provisório, a diversidade, a fim de documentar novos sujeitos…
(D) … sociabilidades, experiências de vida, que por sua vez traduzissem necessidades sociais.
(E) Era engajado o seu modo de escrever história.

2 – Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a linguagem do poder…

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
(A) eram faladas.
(B) foi falada.
(C) se falaram.
(D) era falada.
(E) tinha-se falado.

3 – O segmento retirado do texto cuja redação mantém-se correta com o acréscimo de uma vírgula é:
(A) Raramente o que se afigurava como predominante na historiografia brasileira, apontava um caminho profícuo…
(B) Caberia ao historiador, o desafio de discernir e de apreender…
(C) Para chegar a escrever uma história verdadeira- mente engajada, deveria o historiador…
(D) Aderir à pluralidade se lhe afigurava, como uma con- dição essencial para este sondar…
(E) Desvendar ideologias, implica para o historiador um cuidadoso percurso interpretativo…

4 – Como historiador quis elaborar formas de apreensão do mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira.

A frase acima está corretamente reescrita, preservando-se em linhas gerais o sentido original, em:
(A) Às formas de apreensão do mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira voltou-se o historiador Sérgio Buarque, com o intento de elaborá-las.
(B) Sérgio Buarque, como historiador, dedicou-se à elaborar formas de apreensão do mutável, do transitório e dos processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira.
(C) As formas de apreensão do mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira o historiador Sérgio Buarque pretendeu dar elaboração.
(D) Em seu trabalho como historiador, Sérgio Buarque tinha como meta chegar à certas formas de apreensão do mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira.
(E) O historiador Sérgio Buarque dedicou-se a elaboração de formas de apreensão do mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira.

5 – Quando a bordo, e por não poderem acender fogo, os viajantes tinham de contentar-se, geralmente, com feijão frio, feito de véspera.  

Identificam-se nos segmentos destacados na frase acima, respectivamente, noções de
(A) modo e consequência.
(B) causa e concessão.
(C) temporalidade e causa.
(D) modo e temporalidade.
(E) consequência e oposição.

6 – O verbo corretamente empregado e flexionado está destacado em:
(A) É de se imaginar que, se os viajantes setecentistas antevessem as dificuldades que iriam deparar, mui- tos deles desistiriam da aventura antes mesmo de embarcar.
(B) O que quer que os compelisse, cabe admirar a coragem desses homens que partiam para o desconhecido sem saber o que os aguardava a cada volta do rio.
(C) Caso não se surtisse com os mantimentos necessários para o longo percurso, o viajante corria o risco de literalmente morrer de fome antes de chegar ao destino.
(D) Se não maldiziam os santos, é bastante provável que muitos dos viajantes maldizessem ao menos o destino diante das terríveis tribulações que deviam enfrentar.
(E) Na história da humanidade, desbravadores foram não raro aqueles que sobreporam o desejo de enriquecer à relativa segurança de uma vida sedentária.

7 – As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:
(A) Havendo quem vos pretendam convencer de que a pena de morte é necessária, perguntem onde e quando ela já se provou indiscutivelmente eficaz.
(B) Entre os cidadãos de todos os países nunca deixarão de haver, por força do nosso instinto de violência, os que propugnam pela pena de morte.
(C) Destaca-se, entre as qualidades de Voltaire, suas tiradas irônicas e seu humor ferino, armas de que se valia em suas pregações de homem liberal.
(D) Embora remontem aos hábitos das sociedades mais violentas do passado, a pena de talião ainda goza de prestígio entre cidadãos que se dizem civilizados.
(E) Opõe-se às ideias libertárias de Voltaire, um lúcido pensador iluminista, a violência das penas irracionais que se aplicam em nome da justiça.

8 – Está adequado o emprego de ambos os elementos destacados na frase:
(A) Os argumentos de que devemos nos agarrar devem se pautar nos limites da racionalidade e da justiça.
(B) Os casos históricos em que Voltaire recorre em seu texto ajudam-no a demonstrar de que a pena de morte é ineficaz.
(C) A pena de talião é um recurso de cuja eficácia muitos defendem, ninguém se abale em tentar demonstrá-la.
(D) Os castigos a que se submetem os criminosos devem corresponder à gravidade de que se reveste o crime.
(E) As ideias liberais, de cuja propagação Voltaire se lançou, estimulam legisladores em quem não falte o senso de justiça.

9 – Está adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:
(A) Os criminosos que tenham ultrajado a pátria seriam forçados a servi-la pelo tempo que se julgava necessário.
(B) Os que vierem a ultrajar a pátria deveriam ser submetidos a um castigo que trouxera consigo uma clara lição.
(C) Ninguém seria indiferente a uma vultosa soma que venha a receber como indenização ao delito que o prejudique.
(D) O próprio criminoso, se mantivesse alguma dose de decência, possa tirar proveito da lição a que seja submetido.
(E) Sempre houve povos que, por forte convicção, evitaram a guerra, ainda quando fossem provocados.

10 – Muitos se dizem a favor da pena de morte, mas mesmo os que mais ardorosamente defendem a pena de morte não são capazes de atribuir à pena de morte o efeito de reparação do ato do criminoso que supostamente mereceria a pena de morte.

Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos destacados, respectivamente, por:
(A) a defendem – lhe atribuir – a mereceria.
(B) a defendem – atribui-la – lhe mereceria.
(C) defendem-na – atribui-la – merecer-lhe-ia.
(D) lhe defendem – lhe atribuir – mereceriam-na.
(E) defendem-lhe – atribuir-lhe – a mereceria

 

GABARITO
1 – A
2 – D
3 – C
4 – A
5 – C
6 – B
7 – E
8 – D
9 – E
10 – A

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