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	<title>Blog do Espaço Jurídico &#187; PF</title>
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	<description>Cursos Online, concursos públicos</description>
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		<title>Mais Lógica e Estatística:prova da PF</title>
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		<comments>http://www.espacojuridico.com/blog/mais-logica-vinda-da-prova-da-pf/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 May 2012 13:04:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lógica]]></category>
		<category><![CDATA[PF]]></category>
		<category><![CDATA[Prova]]></category>

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		<description><![CDATA[Prova da PF novamente, só que ao invés de agente, comentamos agora as questões  para o cargo de papiloscopista. Vamos lá, vamos deixar seu conhecimento em lógica e estatística tinindo! Um jovem, ao ser flagrado no aeroporto portando certa quantidade de entorpecentes, argumentou com os policiais conforme o esquema a seguir: Premissa 1: Eu não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prova da PF novamente, só que ao invés de agente, comentamos agora as questões  para o cargo de papiloscopista<strong>. </strong>Vamos lá, vamos deixar seu conhecimento em lógica e estatística tinindo!</p>
<p><span id="more-3137"></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Um jovem, ao ser flagrado no aeroporto portando certa quantidade de entorpecentes, argumentou com os policiais conforme o esquema a seguir:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Premissa 1: Eu não sou traficante, eu sou usuário;</strong></p>
<p><strong>Premissa 2: Se eu fosse traficante, estaria levando uma grande quantidade de droga e a teria escondido;</strong></p>
<p><strong>Premissa 3: Como sou usuário e não levo uma grande quantidade, não escondi a droga.</strong></p>
<p><strong>Conclusão: Se eu estivesse levando uma grande quantidade, não seria usuário.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Considerando a situação hipotética apresentada acima, julgue os itens a seguir.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>39 Sob o ponto de vista lógico, a argumentação do jovem constitui argumentação válida.</strong><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">RESOLUÇÃO:</span></strong></p>
<p>Um argumento é composto de premissas e conclusão. Ele <strong>só é válido</strong> quando na hipótese de <strong>todas</strong> as suas premissa serem consideradas <strong>verdadeiras</strong>, tendo sua conclusão necessariamente o mesmo resultado <strong>verdadeiro</strong>.</p>
<p>Por sua vez, será considerado <strong>inválido</strong> o argumento que, <strong>pelo menos, tenha uma das premissas consideradas</strong> <strong>falsa</strong> e a conclusão seja considerada <strong>verdadeira</strong>, pois destoará do resultado válido para uma conclusão de uma premissa.</p>
<p>No exemplo da questão, basta que se considere como falsa a conclusão e encontrarmos uma premissa falsa para considerarmos a assertiva como falsa. Para que a conclusão seja <strong>falsa</strong>, precisamos <strong>que a condicional seja Falsa</strong>, ou <strong>V&#8211;&gt;F</strong>, isto é, que “grande quantidade” seja <strong>V</strong> e “não usuário” seja <strong>F</strong>. Vejamos se, com isso, pelo menos é possível tornar todas as premissas verdadeiras.</p>
<p>Na P3, “não grande quantidade” é F, tornando “usuário E não grande quantidade” F. Isso já permite afirmar que P3 é verdadeira, pois uma condicional sempre é verdadeira quando a condição é V.</p>
<p>Para P1 ser verdadeira, precisamos que “não traficante” seja V e “usuário” seja V. Com isso, “traficante” é F, o que já torna a P2 verdadeira.</p>
<p>Ora, foi possível tornar todas as premissas verdadeiras <strong>E, AO MESMO TEMPO</strong>, <strong>a conclusão falsa</strong>. Isso nos mostra que o argumento é <strong>inválido</strong>.</p>
<p>RESPOSTA<strong>: <span style="text-decoration: underline;">ERRADA</span></strong>.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>40 Se P e Q representam, respectivamente, as proposições &#8220;Eu não sou traficante&#8221; e &#8220;eu sou usuário&#8221;, então a premissa 1 estará corretamente representada por P ^ Q.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Como dissemos acima, P1 pode ser resumida assim:</p>
<p>P1: não traficante E usuário</p>
<p>RESPOSTA: <strong><span style="text-decoration: underline;">CORRETA</span></strong>.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>41 </strong><strong>A proposição correspondente à negação da premissa 2 é logicamente equivalente a “Como eu não sou traficante, não estou levando uma grande quantidade de droga ou não a escondi”.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">RESOLUÇÃO:</span></strong></p>
<p>Para que passemos a responder as questões <strong>50, 51, 52 e 53,</strong> nós iremos sintetizar o argumento desta forma:<br />
P1: não traficante <strong>E</strong> usuário<br />
P2: traficante <strong>&#8211;&gt;</strong> grande quantidade <strong>E</strong> escondido<br />
P3: usuário <strong>E</strong> não grande quantidade <strong>&#8211;&gt;</strong> não escondido<br />
Conclusão: grande quantidade <strong>&#8211;&gt;</strong> não usuário</p>
<p>Com isso em mãos, vejamos o item proposto:</p>
<p>A negação de uma condicional A&#8211;&gt;B pode ser escrita, dentre outras formas, como “A e não-B”. Na premissa 2 podemos dizer que A = “traficante” e B = “grande quantidade E escondido”. Assim, não-B seria “não grande quantidade <strong>OU</strong> não escondido”.</p>
<p>Portanto, a frase “A e não-B” seria algo como: <strong>Sou traficante E não estou levando uma grande quantidade de droga ou não a escondi</strong>.</p>
<p>RESPOSTA:<strong> <span style="text-decoration: underline;">ERRADA</span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>42 </strong><strong>Se a proposição “Eu não sou traficante” for verdadeira, então a premissa 2 será uma proposição verdadeira, independentemente dos valores lógicos das demais proposições que a compõem.</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">RESOLUÇÃO:</span></strong></p>
<p>Caso &#8220;não traficante&#8221; seja V, então &#8220;traficante&#8221; é F. Com isso, a condicional P2 será necessariamente verdadeira, pois <strong>uma condicional só é falsa quando temos V&#8211;&gt;F</strong>.</p>
<p>RESPOSTA: <strong><span style="text-decoration: underline;">CORRETA</span></strong></p>
<p><strong>Em uma página da Polícia Federal, na Internet, é possível denunciar crimes contra os direitos humanos. Esses crimes incluem o tráfico de pessoas — aliciamento de homens, mulheres e crianças para exploração sexual — e a pornografia infantil — envolvimento de menores de 18 anos de idade em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais do menor para fins sexuais.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Com referência a essa situação hipotética e considerando que, após a análise de 100 denúncias, tenha-se constatado que 30 delas se enquadravam como tráfico de pessoas e como pornografia infantil; outras 30 não se enquadravam em nenhum desses dois crimes e que, em relação a 60 dessas denúncias, havia apenas a certeza de que se tratava de pornografia infantil, julgue os itens subsequentes, acerca dessas 100 denúncias analisadas.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>43 Dez denúncias foram classificadas apenas como crime de tráfico de pessoas.</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">RESOLUÇÃO:</span></strong></p>
<p>Aqui você poderia desenhar 3 grupos de denúncias: Tráfico, Pornografia, e Total.</p>
<p>Ao montar o diagrama de Venn, tem-se que:</p>
<p><a href="http://www.espacojuridico.com/blog/wp-content/uploads/2012/05/papo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3141" title="papo" src="http://www.espacojuridico.com/blog/wp-content/uploads/2012/05/papo-300x121.jpg" alt="" width="300" height="121" /></a></p>
<p>O enunciado diz que:</p>
<p>n(Total) = 100</p>
<p>n(Tráfico E Pornografia) = 30</p>
<p>n(Nenhum dos Crimes) = 30</p>
<p>n(Certeza de Pornografia)= n(Tráfico E Pornografia) + n(Pornografia) = 60</p>
<p>n(Pornografia) = n(Certeza de Pornografia) &#8211; n(Tráfico E Pornografia) = 60 – 30 = 30</p>
<p>Logo, podemos dizer que:</p>
<p>n(apenas Tráfico) = n(Total) = 100 &#8211; n(Tráfico E Pornografia) + n(Pornografia) + n(Nenhum dos Crimes) = 100 – 90 = 10</p>
<p>RESPOSTA: <strong><span style="text-decoration: underline;">CORRETA</span></strong>.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>44 Os crimes de tráfico de pessoas foram mais denunciados que os de pornografia infantil.</strong><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">RESOLUÇÃO:</span></strong></p>
<p>Ao montar o diagrama de Venn, tem-se que:</p>
<p><a href="http://www.espacojuridico.com/blog/wp-content/uploads/2012/05/papo2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3144" title="papo2" src="http://www.espacojuridico.com/blog/wp-content/uploads/2012/05/papo2-300x121.jpg" alt="" width="300" height="121" /></a><br />
Portanto, 10 denúncias referem-se apenas à tráfico de pessoas e 30 denúncias referem-se apenas à pornografia infantil.</p>
<p>RESPOSTA<strong>: <span style="text-decoration: underline;">ERRADA.</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong>Com relação a estatística, julgue os itens seguintes.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>45 </strong><strong>Se a amplitude observada em um conjunto de dados formado por 10 elementos for igual a 12, então a variância desse conjunto de dados será inferior a 120.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">RESOLUÇÃO:</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong>CORRETO.</strong> Se a amplitude (distância entre o valor mínimo e máximo da amostra) for 12, podemos dizer que o caso de maior variabilidade seria aquele onde temos 5 observações com o valor mínimo “n”, e outras 5 observações com o valor máximo “n+12”. Logo, a média seria igual a “n+6”, isto é, a distância de cada observação até a média seria igual a 6. Com isso, a variância seria:<br />
Var = 6^2 x 10 / 10 = 36 &lt; 120</p>
<p><strong>46 </strong><strong>Suponha que se deseje testar a hipótese nula H</strong><strong>0</strong><strong>: μ = 5 contra a hipótese alternativa H</strong><strong>1</strong><strong>: μ &gt; 5, em que μ representa a média populacional em estudo, e que o nível de significância desse teste seja igual a 5%. Nessa situação, será correto efetuar o teste mediante a construção de intervalo de confiança simétrico para a média μ (com 95% de confiança), devendo-se, com base nesse intervalo, rejeitar H</strong><strong>0 </strong><strong>se o valor 5 estiver abaixo do limite inferior desse intervalo.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">RESOLUÇÃO:</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>Seja X a variável “largura dos polegares humanos”. O exercício informa que Média(X) = 2 e P(X&gt;2,54) = 0,025 e que a distribuição é normal. Da normal padrão, sabemos que P(Z&gt;1,96) = 0,025, uma vez que P(-1,96&lt;z &lt;/z</p>
<p>Z = (X – média) / DesvPad</p>
<p>1,96 = (2,54 – 2) / DesvPad</p>
<p>DesvPad = 0,275</p>
<p>Portanto,</p>
<p>Var(X) = 0,275^2 = 0,076</p>
<p>Item <strong>CORRETO.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>47 Considere que a covariância e a correlação linear entre as variáveis X e Y sejam, respectivamente, iguais a 5 e 0,8. Suponha também que a variância de X seja igual a quatro vezes a variância de Y. Nesse caso, é correto afirmar que a variância de X é igual a 2.</strong><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">RESOLUÇÃO:</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>Temos que cov(X,Y) = 5 e correlação(X,Y) = 0,8, bem como Var(X) = 4Var(Y), o que implica que DesvPad(X) = 2DesvPad(Y).<br />
Aqui devemos lembrar que:</p>
<p>Correlação(X,Y) = cov(X,Y) / (DesvPad(X) x DesvPad(Y))</p>
<p>Portanto, substituindo os valores conhecidos temos:</p>
<p>5 = 0,8 / (2DesvPad(Y)xDesvPad(Y))</p>
<p>DesvPad(Y) x DesvPad (Y) = 0,08 = Var(Y)</p>
<p>Logo,</p>
<p>Var(X) = 4Var(Y) = 4x (0,08) = 0,32</p>
<p>Item <strong>ERRADO.</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong>48 Suponha que as larguras dos polegares humanos sigam uma distribuição normal com média igual a 2 cm e variância V &gt; 0. Nesse caso, se a probabilidade de se observar um polegar com mais de 2,54 cm de largura for igual a 0,025, então V será inferior a 0,35.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">RESOLUÇÃO:</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>Seja X a variável “largura dos polegares humanos”. O exercício informa que Média(X) = 2 e P(X&gt;2,54) = 0,025 e que a distribuição é normal. Da normal padrão, sabemos que P(Z&gt;1,96) = 0,025, uma vez que P(-1,96&lt;z &lt;/z</p>
<p>Z = (X – média) / DesvPad</p>
<p>1,96 = (2,54 – 2) / DesvPad</p>
<p>DesvPad = 0,275</p>
<p>Portanto,</p>
<p>Var(X) = 0,275^2 = 0,076</p>
<p>Item <strong>CORRETO</strong>.</p>
<p><strong>49 Considere que, com base em um levantamento amostral, um pesquisador tenha observado que determinada medida antropométrica dos indivíduos de um grupo A é, em média, igual ao dobro dessa mesma medida em indivíduos do grupo B, e que, com base nessa observação, o pesquisador tenha concluído que essa mesma relação deve ocorrer na população. Com base nessas informações, é correto afirmar que o pesquisador não seguiu os princípios essenciais para a elaboração de inferências estatísticas, pois a simples avaliação visual (ou descritiva) da diferença entre médias de grupos pode não refletir o comportamento populacional, já que há outros aspectos relevantes para a análise, como o tamanho da amostra e a variabilidade das medidas dentro de cada grupo de indivíduos.</strong><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">RESOLUÇÃO:</span></strong><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>CORRETO</strong>. A mera extrapolação dos resultados obtidos em duas amostras para a comparação das populações pode conduzir a conclusões incorretas, devido a fatores como a variância da variável sob análise e os tamanhos das amostras.</p>
<p><strong>Comentários cedidos pelo professor auxiliar Bruno Nogueira<br />
</strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Lógica &#8211; questões da PF comentadas!</title>
		<link>http://www.espacojuridico.com/blog/logica-questoes-da-pf-comentadas/</link>
		<comments>http://www.espacojuridico.com/blog/logica-questoes-da-pf-comentadas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 May 2012 16:56:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lógica]]></category>
		<category><![CDATA[Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[PF]]></category>
		<category><![CDATA[Questões]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais questões da PF comentadas. Desta vez, vamos ver a Lógica das questões, ops, nas questões. Aproveitem! PROVA DA PF – CARGO DE AGENTE Um jovem, ao ser flagrado no aeroporto portando certa quantidade de entorpecentes, argumentou com os policiais conforme o esquema a seguir: Premissa 1: Eu não sou traficante, eu sou usuário; Premissa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais questões da PF comentadas. Desta vez, vamos ver a Lógica das questões, ops, nas questões. <img src='http://www.espacojuridico.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  Aproveitem!</p>
<p><span id="more-3131"></span></p>
<p>PROVA DA PF – CARGO DE AGENTE</p>
<p>Um jovem, ao ser  flagrado no aeroporto portando certa quantidade de entorpecentes,  argumentou com os policiais conforme o esquema a seguir:</p>
<p>Premissa 1: Eu não sou traficante, eu sou usuário;</p>
<p>Premissa 2: Se eu fosse traficante, estaria levando uma grande quantidade de droga e a teria escondido;</p>
<p>Premissa 3: Como sou usuário e não levo uma grande quantidade, não escondi a droga.</p>
<p>Conclusão: Se eu estivesse levando uma grande quantidade, não seria usuário.</p>
<p>Considerando a situação hipotética apresentada acima, julgue os itens a seguir.</p>
<p>50  A proposição correspondente à negação da premissa 2 é logicamente  equivalente a “Como eu não sou traficante, não estou levando uma grande  quantidade de droga ou não a escondi”.</p>
<p>RESOLUÇÃO:</p>
<p>Para que passemos a responder as questões 50, 51, 52 e 53, nós iremos sintetizar o argumento desta forma:</p>
<p>P1: não traficante E usuário P2: traficante &#8211;&gt; grande quantidade E  escondido P3: usuário E não grande quantidade &#8211;&gt; não escondido  Conclusão: grande quantidade &#8211;&gt; não usuário</p>
<p>Com isso em mãos, vejamos o item proposto:</p>
<p>A  negação de uma condicional A&#8211;&gt;B pode ser escrita, dentre outras  formas, como “A e não-B”. Na premissa 2 podemos dizer que A =  “traficante” e B = “grande quantidade E escondido”. Assim, não-B seria  “não grande quantidade OU não escondido”.</p>
<p>Portanto, a  frase “A e não-B” seria algo como: Sou traficante E não estou levando  uma grande quantidade de droga ou não a escondi.</p>
<p>RESPOSTA: ERRADA</p>
<p>51  Se a proposição “Eu não sou traficante” for verdadeira, então a  premissa 2 será uma proposição verdadeira, independentemente dos valores  lógicos das demais proposições que a compõem.</p>
<p>RESOLUÇÃO:</p>
<p>Caso  &#8220;não traficante&#8221; seja V, então &#8220;traficante&#8221; é F. Com isso, a  condicional P2 será necessariamente verdadeira, pois uma condicional só é  falsa quando temos V&#8211;&gt;F.</p>
<p>RESPOSTA: CORRETA</p>
<p>52 Sob o ponto de vista lógico, a argumentação do jovem constitui argumentação válida.</p>
<p>RESOLUÇÃO:</p>
<p>Um  argumento é composto de premissas e conclusão. Ele só é válido quando  na hipótese de todas as suas premissa serem consideradas verdadeiras,  tendo sua conclusão necessariamente o mesmo resultado verdadeiro.</p>
<p>Por  sua vez, será considerado inválido o argumento que, pelo menos, tenha  uma das premissas consideradas falsa e a conclusão seja considerada  verdadeira, pois destoará do resultado válido para uma conclusão de uma  premissa.</p>
<p>No exemplo da questão, basta que se considere  como falsa a conclusão e encontrarmos uma premissa falsa para  considerarmos a assertiva como falsa. Para que a conclusão seja falsa,  precisamos que a condicional seja Falsa, ou V&#8211;&gt;F, isto é, que  “grande quantidade” seja V e “não usuário” seja F. Vejamos se, com isso,  pelo menos é possível tornar todas as premissas verdadeiras.</p>
<p>Na  P3, “não grande quantidade” é F, tornando “usuário E não grande  quantidade” F. Isso já permite afirmar que P3 é verdadeira, pois uma  condicional sempre é verdadeira quando a condição é V.</p>
<p>Para  P1 ser verdadeira, precisamos que “não traficante” seja V e “usuário”  seja V. Com isso, “traficante” é F, o que já torna a P2 verdadeira.</p>
<p>Ora,  foi possível tornar todas as premissas verdadeiras E, AO MESMO TEMPO, a  conclusão falsa. Isso nos mostra que o argumento é inválido.</p>
<p>RESPOSTA: ERRADA.</p>
<p>53  Se P e Q representam, respectivamente, as proposições &#8220;Eu não sou  traficante&#8221; e &#8220;eu sou usuário&#8221;, então a premissa 1 estará corretamente  representada por P ^ Q.</p>
<p>Como dissemos acima, P1 pode ser resumida assim:</p>
<p>P1: não traficante E usuário</p>
<p>RESPOSTA: CORRETA.</p>
<p>Dez  policiais federais — dois delegados, dois peritos, dois escrivães e  quatro agentes — foram designados para cumprir mandado de busca e  apreensão em duas localidades próximas à superintendência regional. O  grupo será dividido em duas equipes. Para tanto, exige-se que cada uma  seja composta, necessariamente, por um delegado, um perito, um escrivão e  dois agentes.</p>
<p>Considerando essa situação hipotética, julgue os itens que se seguem.</p>
<p>54  Se todos os policiais em questão estiverem habilitados a dirigir,  então, formadas as equipes, a quantidade de maneiras distintas de se  organizar uma equipe dentro de um veículo com cinco lugares — motorista e  mais quatro passageiros — será superior a 100.</p>
<p>RESOLUÇÃO:</p>
<p>Temos  5 lugares no carro para preencher com 5 pessoas. Pelo princípio  fundamental da contagem, o número de possibilidades é dado por 5x4x3x2x1  = 120. Este número é superior a 100.</p>
<p>RESPOSTA: CORRETA.</p>
<p>55 Há mais de 50 maneiras diferentes de compor as referidas equipes.</p>
<p>Precisamos  escolher 1 delegado dos 2 disponíveis, 1 perito dos 2 disponíveis, 1  escrivão dentre os 2 disponíveis e 2 agentes dentre os 4 disponíveis.  Como a ordem de escolha não importa, usamos a fórmula da combinação.  Logo, o total de maneiras de compor as equipes é dado por:  C(2,1)xC(2,1)xC(2,1)xC(4,2), utilizando no exemplo dos agentes a  combinação 4/2 × 3/1 que é igual a 6.</p>
<p>Restando então = 2x2x2x6 = 48</p>
<p>Este número é inferior a 50.</p>
<p>RESPOSTA: ERRADA.</p>
<p>56  Se cinco dos citados policiais forem escolhidos, aleatoriamente e  independentemente dos cargos, então a probabilidade de que esses  escolhidos constituam uma equipe com a exigência inicial será superior a  20%.</p>
<p>O total de grupos de 5 pessoas que podemos formar  utilizando as 10 disponíveis é dado por C(10,5). Adaptando-se, tem-se  que C10,5= 10/5 × 9/4 × 8/3 × 7/2 × 6/1 = 252. Já o número de casos  favoráveis, isto é, aqueles que formam equipes com 1 delegado, 1 perito,  1 escrivão e 2 agentes, é igual a 48, como calculamos no item anterior.  Logo, a probabilidade de escolher um grupo de 5 pessoas que constitua  uma equipe é:</p>
<p>P = favoráveis/total = 48/252 = 19,04%</p>
<p>Esse valor é inferior a 20%</p>
<p>RESPOSTA: ERRADA.</p>
<p>Em  uma página da Polícia Federal, na Internet, é possível denunciar crimes  contra os direitos humanos. Esses crimes incluem o tráfico de pessoas —  aliciamento de homens, mulheres e crianças para exploração sexual — e a  pornografia infantil — envolvimento de menores de 18 anos de idade em  atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos  órgãos genitais do menor para fins sexuais.</p>
<p>Com  referência a essa situação hipotética e considerando que, após a análise  de 100 denúncias, tenha-se constatado que 30 delas se enquadravam como  tráfico de pessoas e</p>
<p>como pornografia infantil; outras 30 não se  enquadravam em nenhum desses dois crimes e que, em relação a 60 dessas  denúncias, havia apenas a certeza de que se tratava de pornografia  infantil, julgue os itens subsequentes, acerca dessas 100 denúncias  analisadas.</p>
<p>57 Dez denúncias foram classificadas apenas como crime de tráfico de pessoas.</p>
<p>Aqui você poderia desenhar 3 grupos de denúncias: Tráfico, Pornografia, e Total.</p>
<p>Ao montar o diagrama de Venn, tem-se que:</p>
<p><a href="http://www.espacojuridico.com/blog/wp-content/uploads/2012/05/57.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3132" title="57" src="http://www.espacojuridico.com/blog/wp-content/uploads/2012/05/57-300x121.jpg" alt="" width="300" height="121" /></a></p>
<p>O enunciado diz que:</p>
<p>n(Total) = 100</p>
<p>n(Tráfico E Pornografia) = 30</p>
<p>n(Nenhum dos Crimes) = 30</p>
<p>n(Certeza de Pornografia)= n(Tráfico E Pornografia) + n(Pornografia) = 60</p>
<p>n(Pornografia) = n(Certeza de Pornografia) &#8211; n(Tráfico E Pornografia) = 60 – 30 = 30</p>
<p>Logo, podemos dizer que:</p>
<p>n(apenas Tráfico) = n(Total) = 100 &#8211; n(Tráfico E Pornografia) + n(Pornografia) + n(Nenhum dos Crimes) = 100 – 90 = 10</p>
<p>RESPOSTA: CORRETA.</p>
<p>58 Os crimes de tráfico de pessoas foram mais denunciados que os de pornografia infantil.</p>
<p>Ao montar o diagrama de Venn, tem-se que:</p>
<p><a href="http://www.espacojuridico.com/blog/wp-content/uploads/2012/05/58.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3133" title="58" src="http://www.espacojuridico.com/blog/wp-content/uploads/2012/05/58-300x121.jpg" alt="" width="300" height="121" /></a></p>
<p>Portanto, 10 denúncias referem-se apenas à tráfico de pessoas e 30 denúncias referem-se apenas à pornografia infantil.</p>
<p>RESPOSTA: ERRADA</p>
<p>Comentários feitos pelo professor auxiliar Bruno Nogueira</p>
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