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	<title>Blog do Espaço Jurídico &#187; Limitações Tributárias</title>
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	<description>Cursos Online, concursos públicos</description>
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		<title>Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 18:51:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito Tributário]]></category>
		<category><![CDATA[Área Fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[Limitações Tributárias]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabia que tem limitações para as tributações? Claro que sabia, mesmo que seja a primeira vez que você veja o assunto. Afinal, nossa Constituição é  dirigente e não gosta de deixar brechas, certo? Pois bem, hoje vamos ver a primeira parte das limitações que a constituição criou para o poder de tributar. Limitações Constitucionais: PRINCÍPIOS [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabia que tem limitações para as tributações? Claro que sabia, mesmo que seja a primeira vez que você veja o assunto. Afinal, nossa Constituição é  dirigente e não gosta de deixar brechas, certo? Pois bem, hoje vamos ver a primeira parte das limitações que a constituição criou para o poder de tributar.</p>
<p><strong><span id="more-1458"></span><br />
</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong>Limitações Constitucionais: </strong>PRINCÍPIOS E IMUNIDADES</p>
<p>Quando protegem garantias individuais ou o pacto federativo configuram cláusulas pétreas.</p>
<p><strong><strong><span style="text-decoration: underline;">PRINCÍPIOS</span></strong></strong></p>
<p><strong>Legalidade</strong><strong> </strong>(CF, art.150, II)<strong>:</strong></p>
<p>Exigir ou majorar tributo -&gt; LEI</p>
<p>LEI <strong>-&gt;</strong> CRIAR TRIBUTO (OU EXTINGUIR) <strong>-&gt;</strong> <strong>Regra sem exceção</strong>. Criação ou extinção de tributo <span style="text-decoration: underline;">sempre depende de lei</span> ou de ato com força de lei (medida provisória).</p>
<p>LEI <strong>-&gt;</strong> MAJORAR TRIBUTO (OU REDUZIR) <strong>-&gt;</strong> <strong>Regra tem exceções</strong>:</p>
<p>- II, IE, IPI e IOF (alteração de alíquotas por ato do Executivo, observado os limites legais).</p>
<p>- CIDE-combustíveis (alíquotas podem ser reduzidas ou restabelecidas pelo Poder Executivo).</p>
<p>- ICMS-monofásico sobre combustíveis (pode ter as alíquotas fixadas e alteradas por convênio entre Estados e o DF).</p>
<p><strong><em><span style="text-decoration: underline;">Observação:</span></em> </strong>Não se submetem a este princípio, por não configurarem aumento de tributo:</p>
<p>A atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo.</p>
<p>STJ, Súmula 160: é defeso, ao Município, atualizar o IPTU, mediante decreto, em percentual superior ao índice oficial de correção monetária;</p>
<p><strong>A fixação do prazo para recolhimento</strong>.</p>
<p>(Ver a Legalidade e Medida Provisória e Legalidade e Delegação legislativa).</p>
<p><strong>Isonomia</strong><strong>:</strong></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2" width="652" valign="top"><strong>Acepção Horizontal: </strong>As   pessoas que estão em situações semelhantes devem ser tratadas de forma   equivalente.</p>
<p><strong>Acepção Vertical: </strong>As   pessoas que se encontrem em situações distintas devem tratadas de maneira   diferenciada na medida em que se diferenciam.<strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="326" valign="top"><strong> </strong></td>
<td width="326" valign="top"><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="326" valign="top"></td>
<td width="326" valign="top"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Não-Surpresa </strong>(e seus desdobramentos):</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>- PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE</strong> (CF, art. 150, III, a) <strong>-&gt;</strong> Não se pode cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado.</p>
<p><strong>- PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE DO EXERCÍCIO FINANCEIRO</strong> (CF, art. 150, III, b) <strong>-&gt;</strong> Não se pode cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. No Brasil, o exercício financeiro corresponde ao ano civil (1º da janeiro a 31 de dezembro)</p>
<p><strong>- PRINCÍPIO DA NOVENTENA </strong>(CF, art. 150, III, b) <strong>-&gt;</strong> Não se pode cobrar tributos antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.</p>
<p><strong>Exceções ao princípio da Anterioridade do exercício financeiro:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Exceções <span style="text-decoration: underline;">Anterioridade Comum: </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<ul>
<li><strong>II</strong>, <strong>IE</strong>, <strong>IPI</strong> e <strong>IOF (impostos extrafiscais)</strong></li>
<li><strong>Imposto Extraordinário de Guerra</strong></li>
<li><strong>Empréstimos Compulsórios (guerra e calamidade)</strong></li>
<li><strong>Contribuição da Seguridade Social</strong></li>
<li><strong>ICMS – Monofásico (*)</strong></li>
<li><strong>CIDE – Combustível (*)</strong></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p>O STF entende que não obedecem ao princípio da anterioridade:</p>
<ul>
<li>A mudança no prazo para pagamento de tributo;</li>
<li>A mera redução ou extinção de desconto legalmente previsto;</li>
<li>A revogação de isenção.</li>
</ul>
<p><strong>Exceções ao princípio da noventena:</strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Exceções Noventena: </span></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<ol>
<li><strong>II</strong>, <strong>IE</strong> e <strong>IOF</strong></li>
<li><strong>Imposto Extraordinário de Guerra</strong></li>
<li><strong>Empréstimos Compulsórios (guerra e calamidade)</strong></li>
<li><strong>Imposto de Renda</strong></li>
<li><strong>Base de Cálculo do IPTU</strong></li>
<li><strong>Base de Cálculo do IPVA</strong></li>
</ol>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Cuidado!</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p><strong>IPI</strong> -&gt; Obedece à <strong>Noventena, </strong> mas <strong>NÃO</strong> à <strong>Anterioridade</strong> do exercício financeiro.</p>
<p><strong>IR</strong><strong> -&gt;</strong> Obedece à<strong> Anterioridade</strong> do exercício financeiro.</p>
<p><strong>IPTU e IPVA</strong> <strong>-&gt;</strong> O IPTU e o IPVA não são exceções integrais ao <strong>Princípio da Noventena</strong>. Só as suas <strong>Bases de Cálculo o são</strong>.</p>
<p><strong> Não- Confisco</strong></p>
<p>Princípio da Razoabilidade da Carga Tributária ou proporcionalidade da carga tributária: cláusula aberta ou conceito jurídico indeterminado.</p>
<p>Perspectiva <strong>Estática;</strong></p>
<p>Perspectiva <strong>Dinâmica</strong>.</p>
<p><strong>Efeito Confiscatório:</strong><br />
- STF: a verificação do efeito confiscatório deve ser feita tendo em vista a totalidade da carga tributária gerada pelo mesmo ente sobre a mesma manifestação de riqueza e não em face do tributo isoladamente.<br />
- O princípio é aplicável às multas.<br />
- O custo da atividade estatal deve guardar referência  com o valor cobrado a título de taxa.</p>
<p><strong>Liberdade de Tráfego: </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Manifestação tributária do direito constitucional de ir e vir (livre circulação de pessoas ou bens pelo País).</p>
<p><strong>Pedágio -&gt;</strong> (STF, RE 181.475-6).</p>
<p><strong>Preço Público;</strong></p>
<p><strong>Taxa.</strong></p>
<p><strong>Uniformidade Geográfica Da Tributação:</strong></p>
<p>Tributação uniforme.</p>
<p><strong>Uniformidade na Tributação da renda:</strong></p>
<p>Evitar o uso do imposto de renda como meio de concorrência desleal da União no mercado de títulos públicos ou na seleção de servidores públicos.</p>
<p><strong>Vedação à instituição de isenções heterônomas</strong>:<br />
ISENÇÕES -&gt; AUTÔNOMAS -&gt; Concedida pela pessoa jurídica titular da competência para instituir o tributo (é a regra).</p>
<p>ISENÇÕES -&gt; HETERÔNOMAS -&gt; Outra pessoa pode conceder isenção. Ex.: ICMS (na exportação), ISS (na exportação) e Tratados Internacionais.</p>
<p><strong>Não discriminação baseada em procedência ou destino:</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Proibição destinada apenas aos Estados, DF e Municípios.</p>
<p>Material cedido pela professora auxiliar Isabela Leite.</p>
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